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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma visitinha ao cemitério


Por Levi Costa

Incluir uma visitinha ao cemitério após uma realização ou depois de uma grande conquista pessoal, é de bom alvitre, pois nos fará conscientes de que nada nesta vida fará do homem um ser infalível ou imortal, por mais extraordinário e grandioso que tenha sido seu feito. E para completar o passeio, confira nas lápides dos túmulos os nomes dos ilustres ocupantes dos mesmos, você verá que ali se encontram muitos dos grandes que passaram por este curto tempo chamado vida, independente de quem eles tenham sido e do que tenham conquistado. Portanto, o cemitério é o destino comum a todos os homem, grandes e pequenos, sábios e ignorante, jovens e velhos, ricos e pobres, crentes ou ateus, em fim, a todos. Pense nisso meu caro amigo mortal, assim como eu. 

Quando um sujeito morre, e no velório todos lamentam apenas a dor da viúva e dos filhos do falecido, é sinal de que o tal não fez muita diferença quando vivo e não vai fazer muita falta depois de morto.

A vida é uma corrida

Aquele que não se dispõe a correr na vida, não sairá do lugar em que se encontra e, consequentemente, não chegará a lugar algum, mesmo que viva almejando por algo ficará apenas no desejo, jamais viverá a realização de tal desejo. Contudo, convém dizer que essa corrida não é de velocidade, é ela uma corrida de persistência e perseverança que dura a vida toda. Viver, portanto, é a prática daquilo que definimos de nós mesmos como pessoa no mundo. Vamos agregando conceitos e valores à nossa formação pessoal em busca de definirmos quem somos, no que cremos e o que faremos da vida.

Eu sou um indivíduo que pensa muito na vida. Acho que a vida é muito breve, passageira, por isso mesmo é que eu procuro não ser estéril nos anos que me restam. Fazer, realizar e produzir são coisas que devem ocupar todos os dias dessa nossa breve caminhada existencial, ela logo passará e já não será mais, restando apenas a história de quem fomos e do que fizemos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ide e Pregai, Ide e Ensinai

Por Levi Costa 

O ensino e a pregação da palavra é a regra na execução da obra do Reino de Deus, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, as demais coisas são a consequência disso, coisas estas operadas diretamente pelo próprio Deus, e não promovida pelo homem, como vemos em Marcos 16.15,20 que diz:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura... E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém."

Lembrando que a Grande Comissão não se refere apenas ao ato de pregar o Evangelho de salvação, mas também de ensinar a Palavra para a devida formação de discípulos de Cristo, conforme as palavras do Mestre em Mateus 28.19,20 quando disse Ele: 

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."

Conforme Mateus 4.23, o próprio Senhor Jesus seguia a seguinte ordem de prioridades em Seu ministério terreno: 

- Ele ensinava a Palavra;
- Ele pregava o Evangelho;
- Ele curava os enfermos. 

Usando o exemplo do Mestre, a regra para a igreja continua sendo a mesma em toda a sua trajetória na Terra, ou seja: ensinar, pregar e curar. 

Antes da cura do corpo é fundamental a cura da alma. Usando como exemplo a saudação de João a Gaio, ele diz em sua 3ª epístola versos 1 e 2: "O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma." 

Podemos entender melhor as palavra de João se lermos o texto do fim para o começo, que seria: Assim como bem vai a tua alma, que tenhas saúde e que te vá bem em todas as coisas. Ou seja, a razão de ir bem em todas as coisa e ter saúde é o fato de estar bem na alma/espíritoA prosperidade real é a quela que acontece de dentro para fora, a partir da alma/espírito que se manifestar no corpo/físico e nas demais coisas da vida pessoal e material. 

Quando pregando o Evangelho, a mensagem deve trazer em si uma palavra de ensino para que haja a devida compreensão por parte do ouvinte para levá-lo à fé em Cristo. Para tanto, se faz necessário alguns aspectos do Evangelho de Jesus Cristo, são eles:

1 - Aspecto histórico: Quando anunciamos o porquê que Jesus veio ao mundo - (Lc 19.10; Jo 3.16,17);
2 - Aspecto teológico: Quando declaramos a razão da morte e ressurreição de Cristo - (Rm 4.25; 1 Co 15.3,4);
3 - Aspecto escatológico: Quando afirmamos que Jesus virá outra vez - (Jo 14.1-3; 1 Ts 4.16,17).

Paulo admoesta a Timóteo quanto ao bom manejo da palavra (2 Tm 2.15). Muitos manejam a palavra, mas poucos a manejam bem (2 Tm 3.16,17). O propósito de Paulo com Timóteo era levá-lo a fazer a obra de um evangelista, cumprindo bem o seu ministério (2 Tm 4.5). 

O escritor aos hebreus chama a atenção de seus leitores que deveriam ser mestres em razão do tempo, eles ainda necessitavam dos primeiros rudimentos da fé, ainda não estavam experimentados na palavra (Hb 5.12,13). Diferente dos irmãos bereanos, pois estes examinavam diariamente as Escrituras (At 17.11). 

A razão do estudo não é para a demonstração de conhecimento, mas para sabermos como convém responder a cada um que nos pedir a razão da esperança que há em nós (Cl 4.6; 1 Pe 3.15), essa é a razão da pregação do evangelho. Portanto, a Igreja é a agência do Reino dos céus incumbida de estender os limites desse Reino em toda a Terra. Mas, isso só acontecerá se os embaixadores do reino acatarem a expressa ordem do Rei: “Ide e Pregai, ide e ensinai”.

sábado, 22 de outubro de 2016

Espanto: a origem do pensar


Por Alfredo Carneiro

Acordamos em nossa casa, em nossa cama, tudo está no seu devido lugar. As coisas da casa são as coisas conhecidas de sempre, e nos preparamos para ir à escola, ao trabalho ou para prosseguir nosso cotidiano. Os problemas enfrentados são quase sempre os mesmos, a linguagem usada é a mesma, com a inclusão de uma ou outra palavra nova. O transito segue seu fluxo com engarrafamentos, barbeiragens e pequenas alegrias (como encontrar um bom lugar para estacionar). Encontramos nossos amigos e familiares, contamos piadas, brigamos e nos divertimos. Tudo acontece conforme previsto. De certa forma, essa vida previsível é um conforto que nos agrada. Mas, de repente, surge um evento inesperado, um acidente trágico, um pássaro que pousa em nossa janela, um beijo roubado, um garoto na rua lhe implora: “estou com fome, me ajude”. Um espanto assombroso toma conta de nós, mas não de todos, apenas daqueles que levam consigo um incômodo misterioso. No espanto, nasce o filósofo.

Espantados, passamos a questionar. Por que isso é assim e não de outra forma? Por que essa flor nasce e morre tão rapidamente? Por que ninguém ajuda esse garoto? O que é a morte? E o que é viver? O que é amar? Aquele que se espanta muitas vezes fica assombrado com algo que, para as outras pessoas, é absolutamente normal. Isso é o filósofo: aquele que vê no óbvio algo incrível. Quando ele consegue dar voz ao seu espanto, as pessoas se surpreendem. Se é algo que fere gravemente as verdades estabelecidas, então o filósofo é chamado de louco ou condenado à morte como Sócrates ou Giordano Bruno. Uma vez que o espanto toma conta de nós, todas as demais “coisas importantes” de nossa vida tornam-se insignificantes ou assumem um significado mais profundo...

Sócrates, Aristóteles, Schopenhauer e até grandes cientistas como Einstein entregaram-se ao maravilhamento. Admirar-se com aquilo que ninguém vê é o primeiro sinal de que estamos pensando com mais profundidade. Para os pensadores gregos, a origem do pensar é aquilo que eles chamaram de thauma (trauma, espanto, perplexidade).

Espantar-se, contudo, não é suficiente. Do espanto surge a dúvida, o questionamento e a investigação. Quem se admira não se conforma com o que lhe é apresentado e acaba buscando novas respostas. A filósofa alemã Hannah Arendt ficou perplexa com o comportamento do carrasco nazista Adolf Eichman durante o julgamento de Jerusalém. Ele acreditava firmemente que não tinha feito nada de errado (matar milhares de judeus) pois estava “apenas cumprindo ordens”. Todos esperavam que Arendt o rotulasse de monstro, porém, ela chocou a todos ao afirmar que Eichman não era sequer antissemita, mas apenas um sujeito raso e medíocre que agia de forma irrefletida. Era alguém absolutamente normal. Nascia assim o famoso conceito de “mal banal“, onde Arendt nos mostra como são possíveis as grandes tragédias de nosso tempo graças à massa de pessoas que vivem sem pensar, conformando-se com a violência e a injustiça, como se fossem coisas normais. O mal de nosso tempo, então, repousa naqueles que não se espantam com mais nada.

Fonte: netmundi.org

Seja útil, seja alguém!


Por Levi Costa

Não se sinta um derrotado por ter tentado e ter errado, orgulhe-se antes pelo fato de você não ter ficado inativo sem fazer nada. Acertos e erros é parte da nossa condição humana, é algo próprio do ser humano normal e faz parte do processo natural da vida. É por meio do processo de acertos e erros que aprendemos e crescemos rumo à maturidade.

Eu prefiro sofrer as consequências dos meus próprios erros do que viver a lamentar a oportunidade perdida por medo de errar. Na verdade, o medo é de grande valia quando nos faz ponderar, sem o medo moderado podemos nos precipitar, mas que esse medo não se transforme em pânico vindo a nos neutralizar nos fazendo parar. Diante de determinada situação, é válvula de escape dizer não posso, quando mais honesto seria dizer não quero. A frase "não posso", é própria do vocabulário daquele que nunca virá a ser. 

Saiba que boa intenção não passa de mera intenção, pois entre a teoria e a prática está você. Então, pense para compreender; compreenda para mudar e mude para crescer. Sem mobilizar qualquer ação, é falso afirmar sentir pela situação. Aquele que se omite e nada faz, será ele mesmo um nada no processo, pois até mesmo a opção em não ser é também uma forma de ser ao contrário. 

É na paciência da caminhada rumo aos nossos objetivos e propósitos que vai se desenvolvendo a firmeza de uma personalidade perseverante. Persistência é a capacidade de resistir as adversidades; perseverança é a capacidade de progredir a pesar das adversidades. Se desejamos chegar a algum lugar diferente do atual onde estamos, a primeira coisa a fazer é sair de onde nos encontramos no momento. Não importa se a caminhada vai ser longa, o que importa é saber que estamos no rumo certo.

Longe é um lugar que jamais existirá se tivermos motivos suficientes para superarmos os obstáculos que se levantam entre nós e os nossos sonhos, pois não haverá grandes realizações se não houverem grandes sonhadores, contudo, se para alcançar é necessário sonhar, para realizar é preciso acordar. Vitória, todos querem a sua, mas o que é vitória se não a luta vencida? Então, sê forte e vença a tua luta e terás a tua vitória. Ser forte não é o mesmo que ser infalível, não é ser invencível, é ser apenas você com a determinação de vencer. 

O nosso hoje é ferramenta para a construção do nosso amanhã, pois o futuro é construído do somatório das escolhas que fazemos e das decisões que tomamos no aqui e agora da vida. A vida pode se tornar um dilema para nós se não tivermos um ideal para viver, o jovem dirá: para que tempo e energia sem dinheiro? O adulto dirá: para que dinheiro e energia sem tempo? E o velho dirá: para que tempo e dinheiro sem energia?! 

O tempo não para, ele passa e leva consigo o que temos de melhor, a saber: a saúde, o vigor, a vida, mas, só acaba quando termina. Não comemore antes da hora, e não desista também. O cronômetro de nossa vida continua acionado e muita coisa ainda pode acontecer. É apenas uma questão de tempo no tempo do qual fazemos parte e nele estamos inseridos

Portanto, procure respostas para as questões e solução para os problemas, então serás lembrado pela posteridade como alguém que fez a diferença em viver. Não podemos saber sem dizer e não devemos dizer sem fazer, assim, viva fazendo e saiba dizendo, seja útil, seja alguém! Pois aquele que perde o seu tempo envolvido com o que é inútil, terminará por se tornar um inútil também. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dez razões porque todo líder deve ser um leitor


“Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos”. 2 Timóteo 4.13 

A leitura é um dos hábitos mais essenciais de todo líder. Quem não lê, não tem o que oferecer, é vazio, não possui argumentação, não tem subsídios necessários para as demandas da carreira ministerial e vivência cristã. Infelizmente muitas ovelhas estão famintas e desnutridas porque seus líderes não podem dar o que não possuem. 

1- Leia para seu crescimento intelectual – Você desenvolve sua mente quando se dedica a leitura. A mente humana é igual a um músculo, quanto mais trabalhada, mais evolui. 

2- Leia para seu crescimento espiritual – Em 2 Tm 4.13 Paulo solicita livros e pergaminhos, pois conhecia a importância da leitura em sua vida espiritual. E a Palavra registra várias passagens que exortam a leitura diuturnamente. 

3- Leia para desenvolver um estilo de pregação e de ensino – A leitura auxilia em vários aspectos, como na elaboração de sermões, estudos, aconselhamentos, etc. 

4- Leia para aprimorar o seu idioma – Facilmente percebemos quando uma pessoa não é dada a leitura, pois sua comunicação é deficiente, seu vocabulário é raso e sua argumentação é superficial. 

5- Leia para ter comunhão com grandes mentes e grandes pessoas – Nem todos possuem condições de estar pessoalmente com pessoas de mentes brilhantes. Mas através da leitura é possível absorver seus conhecimentos. Até mesmo de grandes líderes do passado. 

6- Leia para aprender a escrever – A cultura brasileira não é das melhores, e nossa educação muito menos, mas a leitura é forte aliada na transformação desta realidade. Quando lemos, aprendermos a raciocinar, falar e também a escrever. 

7- Leia para adquirir novas informações – Como é difícil conversar com uma pessoa que sempre reproduz as mesmas coisas. O que não acontece com os leitores, que sempre possuem novidades, e alguns, em diversas áreas da vida. 

8- Leia para desenvolver suas habilidades de liderança – Alguém que gasta mais dinheiro em livros que em comida e vestuário é destinado à liderança. As pessoas bem sucedidas fazem diariamente o que os fracassados fazem esporadicamente. Se você deseja ser alguém grande no futuro, desenvolva hábitos dos grandes no presente. 

9- Leia porque uma pessoa que não lê, não é melhor do que uma que sabe ler –Todos os humanos possuem suas qualidade intrínsecas. O mais indouto ser humano possui uma gama de sabedoria natural. Mas para certas posições e cargos, Deus precisa de pessoas mais bem preparadas. Deus usou até um analfabeto, mas não poderia colocá-lo no lugar de Moisés ou de Paulo. 

10- Leia para que você esteja entre os 20% da sociedade que estão no topo– Você sabia que os 20% de toda a sociedade que está no topo compra livros? Junte-se aos 20% da sociedade que está no topo e alcance patamares melhores em todos os âmbitos de sua vida. A leitura não irá lhe ajudar somente no reino de Deus, mas no seu trabalho, em casa, nos estudos, etc. Você determina onde vai chegar! E uma das maneiras de revelar seu futuro é analisando o quanto você investe em leitura. E disse Jesus: Crescei na graça e no conhecimento! 

Baseado no livro a "Arte da liderança"- Autor Dag Heward-Mills - pág. 114-115.

Fonte: Semeador Fiel

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Milagre e leis na natureza


Por Levi Costa 

Milagre da natureza, você já deve ter ouvido essa frase, pois ela é bastante comum. Mas o que essa frase representa na prática? Para um evolucionista, quer dizer que a força da natureza é a causa que leva a efeito todos os fenômenos naturais, sejam no plano macro ou microcósmico. O panteísta, ele vê a divindade na natureza quando afirmam que deus é tudo e tudo é deus, ou seja, eles confundem a criação com o criador, portanto, a natureza é capaz de operar milagres por si mesma.

E para um teísta, como ele vê essa questão? Por certo o teísta, como criacionista que é, não vê a afirmação em questão (milagre da natureza), da mesma forma que nos casos anteriores. Aliás, do ponto de vista teísta, a afirmação seria mais apropriada se colocada de outra forma, ou seja: milagre "na" natureza, e não "da" natureza, por entender que o agente que opera o milagre deve ter consciente de si mesmo e de tudo o mais no Universo. Daí, não ser possível que a própria natureza seja esse agente que opera o milagre. 

Assim, se faz necessário um agente externo, que não se confunde com a natureza, esse agente só pode ser Deus, o Criador do Universo, portanto, o Criador da própria natureza. Quando vemos algo extraordinário na natureza/criação, atribuímos isso a uma operação do Criador, Deus. Milagre, por definição, pode ser classificado como algo fora e além do curso normal das leis que regem a natureza, só o Criador pode fazer tal alteração das leis que Ele mesmo criou para a boa ordem e equilíbrio das coisas criadas, portanto, um milagre na natureza a partir das leis que a rege. 

Essas leis, assim como os milagres na natureza, não é obra do acaso, nem tão pouco a consequência evolutiva de um processo ao longo de bilhões de anos. É preciso muito mais fé para acreditar em tal processo, que culminou no que existe hoje, do que crer na existência de um Criador de todas as coisas que há na natureza e das leis inerentes a ela. A lógica nos diz que para existirem leis, se faz necessário àquele (ou àqueles), que às elaboraram tornando-as definitivas e normativas para a devida aplicação prática. Nós atribuímos à natureza/criação como sendo o trabalho do Supremo Legislador do Universo, sábio e Todo-Poderoso, Deus! 

Eu, em momento algum me refiro à natureza dizendo ser ela incrível, perfeita, sábia por aquilo que me traz admiração ao contemplá-la. Na verdade, eu não atribuo nada à natureza em si, mas a DEUS, O Grande Design Inteligente, Sábio e Todo Poderoso, onde a própria CRIAÇÃO (natureza), manifesta a glória de Deus mediante a exuberante obra de Suas mãos criadoras. Como diz o salmista:

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." - (Sl 19.1);
"Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios." (Sl 24.1,2).

A Bíblia é o manual da criação divina, ela está repleta de registros dos milagres operados por Deus e através daqueles a quem Deus usou para tal. A Bíblia, a palavra de Deus, é O Livro de registro dos milagres do Criador, mediante a Sua operação na natureza através de suas leis. Portanto, podemos afirmar que: milagre é uma especialidade de Deus, Ele é o Deus dos milagres. Mas, constitui-se um grande milagre, crer em milagre mesmo quando não há nenhum milagre para crer, pois, em matéria de fé, a Palavra de Deus nos basta! Por isso, ao Deus Criador seja a glória hoje e eternamente, amém!

Quando uma astrofísica ateia se converte a Cristo

"Eu percebi que existe uma
ordem no Universo"
Uma história turbulenta, que, entre estudos rígidos e sofrimentos profundos, chegou à plenitude em Jesus.

Repercutiu em sites de todo o planeta, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena investir cinco minutos em ler o depoimento dela. 

"Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância". 

"O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais". 

Aos 25 anos, quando abraçava a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou em uma universidade dos EUA: "Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem focados em desfrutar a vida, os objetivistas racionalistas não pareciam sentir alegria alguma. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa". 

A atenção da jovem se voltou completamente ao estudo da física e da matemática. "Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a me influenciar e eu me via cada vez menos hostil ao cristianismo. No verão, depois do meu segundo ano, participei de um estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia, num grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo me fez pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’".

Depois desse insight, a razão de Sarah foi gradualmente se abrindo ao Mistério: "Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós nos apaixonamos e nos casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante me casar com um cristão. Terminei a minha formação em física e matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na Universidade do Texas em Austin". 

A penúltima etapa da jornada de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder: “The Science of God” [“A Ciência de Deus”]. "Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão em completo acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; me senti como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isso, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava convencida de coração". 

O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: "Eu fui diagnosticada com câncer. Não muito tempo depois, meu marido teve meningite e encefalite; ele se curou, felizmente, mas levou certo tempo. A nossa filhinha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando você tem 20 anos, boa saúde e a família por perto, você se sente imortal. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade evapora e você se vê forçada a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas". 

"Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do universo e me dou conta, agora, de que a atração que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca vou me esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele me contou que outro professor tinha respondido que não. Eu me perguntei quantos outros jovens estavam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com esses questionamentos. Eu sei que vai ser uma jornada difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer".

Fonte: Notícias Cristãs

LIVRO: Por que a ciência não consegue enterrar Deus

Ser cristão, para os novos ateístas, priva a pessoa de qualquer qualidade racional. Todavia, cientistas e filósofos ilustres, como Bacon, Galileu, Newton, e Clerk Maxuell professavam acreditar num Deus criador inteligente, de cujo cérebro nascera o cosmos. Nesta batalha, os propagadores da ciência como religião esquecem-se de que, em grande parte, a própria ciência é um conjunto de crenças, muitas delas postuladas a partir de pressupostos improváveis fora da mera especulação. 

O debate entre cristãos e ateus sempre teve como campo de batalha mais áspero o ambiente científico... Para dar aos cristão embasamento científico suficiente para refutar os argumentos falaciosos com os quais os ateístas tentam esconder o fervor religioso e a parcialidade que nutrem contra as religiões, em especial a cristã, John C. Lennox escreveu Por que a ciência não consegue enterrar Deus. 

O autor expõe como os ícones do movimento ateísta falham crassamente ao rejeitar o que mais alardeiam: o debate honesto e racional sobre espiritualidade, fé e religião. Discutindo temas complexos como os limites da ciência, biologia natural e biosfera, design intencional e a teoria da evolução, Lennox prova que, como cientistas, os ateístas não querem descobrir a verdade sobre a existência de Deus.  

A questão central deste livro, no fim das contas, é, em essência, uma questão de visão de mundo: que cosmovisão se coaduna melhor com a ciência - o teísmo ou o ateísmo? A ciência sepultou ou não sepultou Deus? Vejamos aonde as evidências vão dar. 

O Autor: John C. Lennox é docente de Matemática da Universidade de Oxford. Ocupa as cátedras de Matemática e Filosofía da Ciência e é conselheiro pastoral nop Green templeton College, também na Universidade de Oxford.

Editora: Mundo Cristão.

Fonte: Das orelhas e da contra capa do próprio livro. 

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sábado, 15 de outubro de 2016

O ministério de ensino na igreja

''Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém''
(Mt 28.19,20).

*Por Levi Costa

Após o novo crente ter sido integrado à igreja, ele passa a receber acompanhamento através do ensino sistemático da palavra de Deus para que possa alcançar crescimento espiritual e maturidade na vida cristã. 

O que é o ensino?

É despertar, motivar e interessar a mente do aluno (discípulo), e, em seguida, dirigi-la no processo do aprendizado. (2 Tm 3.15).

O ensinamento pode ser tanto na teoria como na prática; é ensinar a entender (teoria), e ensinar a fazer (prática).

As três leis básicas do ensino.
  • Lei da disposição mental: Interesse e atenção;
  • Lei do efeito: Prazer e satisfação;
  • Lei da participação: Interação e atração. 
Toda criança normal é:
  • Fisicamente imatura, precisa crescer;
  • Mentalmente ignorante, precisa aprender.
O crente novo na fé é:
  • Espiritualmente imaturo, precisa crescer, (2 Pe 3.18a);
  • Espiritualmente ignorante, precisa aprender, (Mt 11.29).
A tríplice tarefa da educação cristã.
  • Compreender: os dilemas e os problemas do homem contemporâneo;
  • Interpretar: As diversas informações que o indivíduo recebe constantemente;
  • Coordenar: todas as informações para ajudar o indivíduo a adquirir uma visão de conjunto, formando uma escala de valores.
A Bíblia é o instrumento central do ensino na igreja.

Três características do perfil do educador cristão:
  • Característica espiritual - (Jo 16.13a);
  • Característica moral - (Tt 2.7,8);
  • Característica intelectual - (2 Tm 2.15).
Esdras, um exemplo de ministro dedicado

A exemplo de Esdras, todo líder deve ter a mesma disposição de coração em relação a palavra de Deus (Ed 7.10):
  • Disposto a conhecer a palavra - (2 Tm 3.16,17; Sl 119.99);
  • Disposto a obedecer a Palavra - (1 Tm 4.16; 1 Co 9.27);
  • Disposto a ensinar a Palavra - (Rm 12.7b).
Ministrar é: Dar, fornecer, aplicar. O ministro de Deus deve buscar a iluminação do espirito Santo para uma correta interpretação do texto bíblico dentro de seu contexto, para poder aplicar a palavra aos ouvintes no seu real sentido. Era assim que Esdras ministrar a palavra, conforme Ne 8.2,5,8,12.

É indispensável que o líder seja aplicado ao ensino.

Com relação aos cinco dons ministeriais, encontrados na epístola aos Efésios cap. 4. verso 11, destacaremos a pessoa do pastor e do mestre:

O Pastor. É aquele que alimenta e guarda as ovelhas (Jr 3.15);

O Mestre. Na versão corrigida é doutor, isto é, doutor no ensino da palavra. Nem todos possuem a capacidade para ensinar ou transmitir conhecimento. O mestre pode até não pastorear, mas o pastor deve sempre ensinar. 

Portanto, é necessário que o líder (bispo/pastor), seja apto para ensinar a palavra de Deus a seus liderados (1 Tm 3.2). Apto: “que possui capacidade natural ou adquirida para realizar algo; idôneo, habilitado, capaz”.

O líder dedicado exerce tríplice função pedagógica, que é: Ler, exortar e ensinar (1 Tm 4.13; Ap 1.3). O mestre sofre maior cobrança em relação aos demais, porque ele ensina aos outros (Tg 3.1).

A importância do ministério de ensino na Igreja.

O que fez a igreja primitiva crescer e permanecer firme nos seus propósitos espirituais, foi ela ter perseverado na doutrina dos apóstolos (At 2.42; 17.10,11).

O apóstolo Paulo afirmou categoricamente que tudo que foi escrito na Palavra de Deus foi para o nosso ensino (Rm 15.4).

A igreja que fundamenta seus ensinamentos e sua conduta na Palavra de Deus, ficará imune contra as heresias. Só o genuíno ensino bíblico livrará a igreja das inovações e modismos dos dias atuais. 
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*Palavra ministrada por ocasião do 4º ELO (Escola de Líderes e Obreiros), promovido por nossa Convenção CEADDIF em Brasília, na cidade de Candangolândia-DF. 
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Oração é oração, não importa o local ou o horário que oramos

Por Levi Costa 

O que faz a diferença em nossa oração, não é o local nem o horário que oramos, e sim, a nossa atitude pessoal na oração. 

"Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." – (1 Tm 2.8).

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos" – (Ef 6.18)

Na parábola do fariseu e do publicano, ambos, fariseu e publicano, foram ao templo (lugar de culto), para orar, porém o religioso fariseu se expressa arrogantemente diante de Deus como alguém que se achava em alta conta espiritual por causa de seus feitos religiosos, e, assim, ele desprezava o “indigno” publicano que não merecia o favor de Deus, como criam os judeus. Mas o publicano, que nem ao céu ousava olhar, batia no peito clamando pela misericórdia de Deus, por isso, Jesus afirmou: 

"Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Lc 18.18).

Podemos entender que o que vale para Deus não é a roupagem religiosa que usamos, nem a linguagem religiosa que falamos, nem ainda o serviço religioso que realizamos. Na presença de Deus o que realmente importa é um coração quebrantado e contrito. Como encontramos no salmo 34.18 que diz: 

“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito”. 
E no salmo 51.17: “O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”.

Do ponto de vista espiritual, não faz nenhuma diferença a oração feita pela madrugada e/ou no monte, comparada àquela realizada no secreto do seu quarto, não importa a hora que for. "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." – (Mt 6.6).

No episódio da mulher samaritana, ela quis saber do Senhor Jesus se o lugar certo e apropriado para adorar a Deus seria naquele monte, onde eles estavam, ou no templo em Jerusalém, lugar oficial de culto, como criam os judeus. Disse ela: 

"Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” (Jo 24.20). Ao que lhe respondeu Jesus: 

“Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." – (Jo 4.21,23,24).

Não importa se você se encontra no cume do monte ou embaixo no vale, ou mesmo no templo, Deus é Deus no monte e no vale, é Deus de perto e de longe. Ele mesmo indaga: 

“Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?” (Jr 23.23). 

Certo disso, o salmista Davi declara: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." (Sl 23.4). 

Na verdade, não passa de mística achar que a oração ou adoração realizada em determinado local ou horário seja mais eficaz do que em outro local e horário. Tiago diz que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16b), tal efeito na oração do justo, não depende do local e/ou horário em que ele ora, mas sim, pelo fato de ele ser um servo de Deus, justificado pela fé em Cristo, nada mais do que isso (Rm 5.1). 

Para Deus, não existe essa questão de espaço/tempo ou questão geográfica, pois Deus é Espírito Onisciente, Onipresente e Onipotente. Aquele que se une ao Senhor faz-se um espírito com Ele (1 Co 2.17), e, assim, pode adorá-lo e orar a Ele em espírito e em verdade a qualquer hora e em qualquer lugar, amém!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O ato de filosofar

Por Levi Costa

Filosofar é preciso

Filosofar é uma forma de sair da mesmice da vida e ir além do óbvio. Quando filosofamos acerca da vida, estamos ultrapassando os limites de uma mente limitada que pensa dentro de um sistema de coisas previamente estabelecido. Assim, o ato de filosofar é o meio pelo qual podemos explorar além do comum e costumeiro. Quem vive dentro de um padrão de vida pré-definido e pré-estabelecido, não passa de um comum entre os demais, e, lamentavelmente, isso corresponde à maioria de nós.

Portanto, digo: "PensaMente", ou seja, use a mente para pensar, pois de todas as criaturas, somente nós, o homem, o ser humano, tem o dom e a capacidade para pensar. Nós não somos como os seres irracionais que vivem por meio do instinto, algo programado para ser e para fazer o mesmo em todo o tempo e o tempo todo. Aquele que não faz valer o ser racional que é, termina por se igualar àqueles que não tem outra opção a não ser e a fazer o mesmo de sempre por toda a vida.

Agora, eu pergunto, que graça tem em viver sem ser, sem fazer, sem preferir, sem escolher? Isso não é viver, é ver e não ser. Assim, digo o que sinto e faço o que sei, pois sei que posso tanto dizer quanto fazer dentro da liberdade a mim conferida, claro que essa liberdade traz consigo a responsabilidade por tudo aquilo que eu digo e faço. Então, digo o que sinto e faço o que sei, se assim, dizendo e fazendo, eu não venha prejudicar os outros ou a mim mesmo. Portanto, filosofar é preciso!

Filosofar, um modo de vida 

Filosofar termina sendo um modo de vida, pois a próprio fato de viver já é, por si só, um ato filosófico. Por exemplo, as famosas perguntas: Quem sou, de onde vim, para onde vou? Não é, por ventura, um modo de filosofar??? Por fim, posso dizer: EU sou um grande ponto de interrogação em busca de um ponto de exclamação. A isso denominamos VIDA! E o que é viver? Viver é aprender e apreender, é crescer rumo ao topo e nunca alcançá-lo, pois vivemos e aprendemos como ato constante e contínuo. E como já se diz: "é vivendo e aprendendo". Eu porém vos digo: é morrendo e aprendendo! Posto que, até mesmo na hora da morte podemos aprender alguma coisa.

Assim, somos eternos aprendizes nessa jornada chamada vida. Como disse o grande apóstolo: "Aquele que julga saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber". Ou como disse o grande filósofo, Sócrates (400 anos antes de Paulo): "De uma coisa sei, é que de nada sei". Assim, existem três tipos de pessoas em relação ao saber, ou seja: aquele que não sabe e não sabe que não sabe; aquele que não sabe e sabe que não sabe; e aquele que sabe e sabe que sabe. É isso!

O site conceitos.com no texto intitulado: "Filósofo", diz: "o homem comum reflete sobre o mundo de maneira simples e direta, pois não precisa de uma análise detalhada para viver com normalidade. O cientista investiga um problema da realidade e traz a solução certa. Já o filósofo adota outra postura, analisa algum aspecto da realidade a partir da razão e procura aprofundar-se rigorosamente nas ideias... Por este motivo, o filósofo é considerado um intelectual, ou seja, é capaz de ir mais além de uma determinada situação e apresenta uma reflexão ainda mais profunda... Existem alguns filósofos que consideram a filosofia uma atividade em decadência, pois ela não dá uma resposta aos problemas atuais. Num sentido contrário, outros defendem a tese de que é impossível não filosofar".

Eu vejo a filosofia como uma forma de pensar a vida sem tirar os pés do chão, ou seja, sem fantasia, sem devaneio e sem utopia, mas com a realidade que se constitui do dia-a-dia que vivemos, de modo concreto, real e objetivo. Filosofar é preciso, então faça do ato de filosofá um estilo de vida. 

Filosofia de Vida

Filosofia de vida é uma expressão que serve para descrever um conjunto de ideias e atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo de pessoas.

Por outro lado, existe também uma definição alternativa que mostra a filosofia de vida como a forma que uma pessoa decide viver. Em certas ocasiões, esta forma de ver a filosofia de vida está relacionada à religião, como é o caso do budismo, do cristianismo e do judaísmo.

Finalmente, existem também aqueles que usam a expressão filosofia de vida como sinônimo de estilo de vida.

Filosofia de vida e relações humanas

A filosofia de vida tem muito a ver com a busca pela sabedoria e o autoconhecimento. Neste sentido, as pessoas buscam uma série de normas, valores ou ideias que lhes permitem articular sua vida de maneira organizada, de forma que possam conseguir certa estabilidade pessoal.

Assim, é muito importante incidir a ideia que este conceito de filosofia de vida não é único, mas que varia conforme o contexto de cada pessoa, podendo estar enormemente influenciado por fatores sociais, políticos ou econômicos. É por isso que, em certas ocasiões, duas pessoas podem entrar em conflito por ter pontos de vista diferentes sobre a filosofia de vida. Normalmente estes choques acontecem por causa de diferenças culturais, o que leva a entender a vida com posições antagônicas.

Existe uma filosofia de vida correta?

Evidentemente essa é uma questão que não tem uma resposta simples e nem muito menos única. Entretanto, existem dois princípios essenciais que todas as pessoas deveriam incluir em sua filosofia de vida caso tivessem uma resposta afirmativa.

Em primeiro lugar, o fato de tentar viver da maneira mais digna possível, entendendo que a dignidade é um valor universal que define as pessoas boas, da mesma forma que a bondade, a generosidade, a honestidade, entre outras. Fazer o bem traz felicidade, uma maior satisfação e a sensação de missão cumprida, de tornar-se uma pessoa completa.

E por outro lado podemos citar também o fato de tentar ser útil. Os seres humanos precisam sentir que sua passagem pela Terra não foi em vão, de modo que possam deixar alguma marca, mesmo que em pequena escala e para outros seres mais próximos também. O caminho para a realização pessoal tem a ver com a ideia de que nossas ações tenham um efeito positivo para a sociedade e não apenas para nós mesmos.

Fonte: Conceito.com

sábado, 8 de outubro de 2016

Poder e unção na pregação



Por Levi Costa

O poder de uma pregação não consiste nos movimentos físicos/corporais que um pregador adota ou no volume e tom de voz que ele assume, mas, consiste no conteúdo bíblico da mensagem que ele prega, "pois o Evangelho é o PODER de DEUS" (e não do pregador), para salvar todo aquele que crê (Rm 1.16). 

Quando aquele que prega passa a usar e abusar das encenações no púlpito, ele deixa de ser um pregador e passa a ser um ator, fazendo do púlpito um simples palco de suas amadoras apresentações.

Quando eu estou diante de um pregador da palavra de Deus o meu interesse é o de ouvir uma mensagem com conteúdo, e não em ver uma performasse teatral do próprio ministrante que, nesse caso, não passa de um animador de auditório do que propriamente um ministro do evangelho de Jesus Cristo.

Pregar ou testemunhar com unção, é a obra do Espírito Santo em nossa vida fazendo com que a mensagem que pregamos alcance os corações e despedace o jugo do pecado e o domínio do diabo sobre as vidas mediante o entendimento das Escrituras, é isso que leva as almas a confessar a Cristo como Salvador e Senhor. 

A oração nos proporciona porta aberta à palavra para falarmos dos mistérios de Jesus Cristo como nos convém falar (Cl 4.2-4). Era costume o apóstolo Paulo pedir oração às igrejas, pois ele sabia perfeitamente a eficácia da oração no tocante a pregação da palavra. (Ef 6.18,19; 2 Ts 3.1). Paulo não somente pedia que os irmãos orassem por ele, mas ele mesmo orava constante e fervorosamente no mesmo sentido (Ef 3.14-16).

Foi exatamente o que aconteceu no dia de pentecostes mediante a pregação de Pedro após dez dias de oração no senáculo, pois, cheio do Espírito Santo, (sem nenhum estardalhaço), ele explicou a razão de ser do que havia acontecido, para isso ele recorreu ao livro de Joel capítulo 2, ou seja, pregou a palavra com conteúdo, e, na unção do Espírito, ganhou quase 3 mil almas para Cristo.

Devemos sempre nos abastecer da força e do poder de Deus através da oração (Ef 6.18a). Nenhuma igreja poderá crescer e produzir fruto para a vida eterna senão cheia do Espírito e dirigida por Ele (Ef 5.18; Rm 8.14). O Espírito Santo nos guia em toda a verdade e nos revela os insondáveis mistérios de Deus (Jo 16.13; 1 Co 2.9-11).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Existência de Deus: Argumento Moral


Reasonable Faith apresenta o trabalho do filósofo e teólogo Dr. William Lane Craig e visa fornecer, nos lugares públicos, uma perspectiva cristã inteligente, articulada e inflexível, sem deixar de ser graciosa sobre as questões mais importantes a respeito da verdade da fé cristã, tais como:

- a existência de Deus
- o significado da vida
- a objetividade da verdade
- o fundamento dos valores morais
- a criação do universo
- design inteligente
- a fiabilidade dos Evangelhos
- a singularidade de Jesus
- a historicidade da ressurreição de Jesus
- o desafio do pluralismo religioso

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Templo, Culto e Adoração


Por Levi Costa

A igreja (congregação) tem se tornado cada vez mais um mero clube social com características religiosas. Muitos dos que frequentam o templo, aos finais de semana, só o fazem (quando fazem) por simples conveniência religiosa, isso porque não frequentam os ambientes de entretenimento que os não religiosos (não crentes) frequentam. A finalidade termina sendo a de cumprir mais um momento programado com dia e hora marcados nem que seja somente para mostrar que ainda está por ali.

Então eu pergunto: O tempo dessas pessoas no templo, em um final de semana qualquer, pode ser realmente considerado um culto a Deus? Lembremos que, culto não se resume em a pessoa cantar, gesticular, fechar os olhos, contribuir com dízimos e ofertas, etc. O verdadeiro culto tem a ver com o próprio Deus. Ele, o Senhor, é a causa e a razão de nos reunirmos como igreja para engrandecermos e exaltarmos Seu santo nome. Isso se faz em espírito e em verdade, como fazem os verdadeiros adoradores: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (Jo 4.23,24).

Infelizmente, para muitos, o ambiente de culto (templo, igreja) é mais uma válvula de escape para as questões desta vida, daí porque tantas campanhas pré-programadas no intuito de ter os próprios problemas resolvidos. "Pregadores" são convidados (ou contratados) para levar o povo não a adorar a Deus, mas a reivindicar, determinar e, até mesmo, exigir a sua "bênção", a sua "vitória", querendo que seja restituído "aquilo que é seu". Esse é o típico "culto" antropocêntrico, ou seja, quando o homem, e não Deus, é o centro da situação. Cabe aqui a reprimenda de Paulo aos crentes da igreja de Corinto: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (1Co 15.19).

Como expressão de um verdadeiro adorador que só em Deus encontra o sentido da vida e sua razão de viver, diz o salmista Davi: "Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória. O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão. Eu te bendirei enquanto viver, e em teu nome levantarei as minhas mãos. A minha alma ficará satisfeita como de rico banquete; com lábios jubilosos a minha boca te louvará." (Sl 63.1-5 - NVI).

Isso é culto de adoração ao Senhor Deus!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Filósofo

Costuma-se dizer que o termo filósofo foi utilizado pela primeira vez por Pitágoras no século V a.C. Perguntaram a ele se era um sábio e ele disse que não, mas que na realidade era um philo shopos, ou seja, um amante da sabedoria. Esta anedota trouxe uma ideia aproximada da definição de um filósofo.

O homem comum reflete sobre o mundo de maneira simples e direta, pois não precisa de uma análise detalhada para viver com normalidade. O cientista investiga um problema da realidade e traz a solução certa. Já o filósofo adota outra postura, analisa algum aspecto da realidade a partir da razão e procura aprofundar-se rigorosamente nas ideias.

Há muitas maneiras de ser um filósofo. Alguns refletem sobre a moral (Sócrates é um bom exemplo), outros tentam criar um novo modelo social (assim como fez Platão em sua obra a República). Também há aqueles que acreditam que se deve analisar a linguagem para compreender a realidade (é o caso de Wittgenstein). Cada filósofo tem uma atitude intelectual diferente e dirige seus interesses para os diversos ramos da filosofia: a lógica, a ética, a epistemologia, a metafísica, etc.

O filósofo não é uma pessoa isolada no contexto histórico. Na verdade, ele procura refletir sobre os problemas de sua época, não do ponto de vista técnico (como faz um urbanista ou engenheiro), mas faz uma análise sobre aquilo que considera relevante do período que vive. Por este motivo, o filósofo é considerado um intelectual, ou seja, é capaz de ir mais além de uma determinada situação e apresenta uma reflexão ainda mais profunda.

O filósofo se dedica em pensar em algo que lhe preocupa e por isso costuma questionar as ideias. Normalmente um pensador age da mesma forma que um artista. O filósofo defende uma postura intelectual e para isso apresenta alguns argumentos teóricos que, por sua vez, se opõem a outras abordagens. Este procedimento (um confronto de ideias) é o mecanismo utilizado ao longo da história da filosofia.

Existem alguns filósofos que consideram a filosofia uma atividade em decadência, pois ela não dá uma resposta aos problemas atuais. Num sentido contrário, outros defendem a tese de que é impossível não filosofar.

Fonte: Conceitos.com

Mais um judeu laureado com o prêmio Nobel para a Física

J. Michael Kosterlitz, um dos 3 agraciados esta manhã com o prêmio Nobel para a Física, é filho de judeus alemães fugidos da Alemanha para a Inglaterra em 1934.

Juntamente com os físicos britânicos David Thouless e Duncan Haldane, Michael Kosterlitz foi esta manhã galardoado com esta alta distinção, pela revelação dos segredos da matéria exótica. Segundo o júri, "Os laureados deste ano abriram a porta a um mundo desconhecido onde a matéria pode assumir estados estranhos. Eles fizeram uso de avançados métodos matemáticos para estudarem fases ou estados anormais da matéria, tal como os super-condutores, os super-fluídos ou os super-finos filmes magnéticos."

"Graças ao seu trabalho pioneiro, o próximo passo nesta busca é encontrar novas e exóticas fases da matéria."

Os galardoados irão receber entre eles a quantia de 834.000 euros.

Kosterlitz é filho direto de judeus alemães, tendo o seu pai, Hans Walter Kosterlitz, sido um pioneiro na bio-química. Depois de em 1934 ter sido barrado do seu trabalho, em Berlim, pela ascensão do nazismo, Hans Walter fugiu para a Escócia, tendo posteriormente conseguido levar para junto de si a sua mãe, seu irmão, e sua futura esposa Hannah.

Fonte: Shalom Israel

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Infiltração dos modismos na igreja

Por Levi Costa

Os modismos em nada edificam a igreja, mas, com facilidade, eles entram nela. Foi o que ocorreu na igreja da Galácia, Paulo repreende os gálatas dizendo-se admirado de que logo após sua partida, estes tenham passado para “outro evangelho”, um evangelho que transtorna o verdadeiro evangelho, Paulo condenou tal atitude dos gálatas (Gl 1.6-8).

Em outra ocasião, o mesmo apóstolo recomenda aos crentes que se afastem de homens fraudulentos que se infiltram na igreja com aparência de piedade, mas com ensinamentos contrários, no intuito de tirar proveito da igreja (1 Tm 6.3-5; 2 Tm 3.5). A obra precisa de dinamismo, criatividade e estratégias, mas é preciso cuidado para não se incorrer em práticas estranhas e sem o apoio das escrituras. A orientação apostólica à igreja é que esta ofereça a Deus um culto racional – verdadeiro, genuíno, (Rm 12.1).

Em algumas igrejas há práticas que chegam a imitar praticas próprias do espiritismo, vejamos:
  • Caminhar sobre sal grosso;
  • Usar roupa branca em determinado culto;
  • Campanha do descarrego;
  • Oração forte contra olho gordo;
  • Oração forte para tirar o encosto;
  • Regressão espiritual, etc.
Já em seu tempo, o apostolo Paulo temia que a igreja se desviasse da simplicidade cristã ao ouvirem uma pregação diferente daquela que os apóstolos pregavam, que não apresentava o verdadeiro Cristo. diz Paulo: 

“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade.” (2 Co 11.3,4 – NVI).

Superstição na igreja

A superstição é um sentimento religioso excessivo que leva à pratica de atos indevidos e absurdos. A Bíblia faz referencia à superstição religiosa no episódio de Paulo em Atenas: 

“E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos” (At 17.22 - a versão atualizada diz religiosos).

Hoje não é diferente quanto à superstição no seio da igreja, como nos seguintes casos: 

Queimar papel com uma relação dos pecados cometidos. Os que adotam tal prática acreditam que precisam escrever todos os seus pecados em pedaços de papel para então jogá-los numa fogueira eliminando-os por completo ao queimar os papéis.

Deixar a Bíblia aberta no salmo 91. Nós devemos confiar de todo o nosso coração no Senhor do salmo, mas não no salmo em si. Como um livro, a Bíblia pode está fechada ou aberta, mesmo assim o anjo do Senhor acampa-se ao nosso redor e nos livra, quando fazemos do Senhor a nossa habitação como diz o salmo.

A valorização de objetos e símbolos. Incorporar objetos e símbolos ao culto cristão não passa de uma prática pagã cristianizada. O Antigo Testamento é rico em tipologia, tendo como objetivo de tornar mais fácil a compreensão da comunicação da mensagem divina ao povo de Deus. A lei tinha apenas a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1). 

Os objetos usados em muitas igrejas evangélicas como parte do culto, têm se tornado verdadeiros amuletos, como o copo com água em cima do aparelho receptor que após a oração do “ungido” a água fica como que fluidificada. Rosas são ungidas e entregues ao povo que, por sua vez, leva para casa visando algum tipo de benesses. Carteiras de trabalho, fotos, roupas e outros objetos de uso pessoal são ungidos com óleo consagrado nos montes pelas madrugadas, o que traz uma sensação de poder.

Os casos de objetos usados no contexto bíblico são atos simbólicos de fé que constituem a exceção, não a regra; ocorriam espontaneamente, como no caso dos lenços de Paulo:

“De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.” (At 19.12). 

O apóstolo Paulo não mandou confeccionar lenços e aventais para usá-los na realização de milagres, eram apenas de uso pessoal.

Ainda que a Bíblia apresente figuras materiais para ilustrar a fé, especialmente no Antigo Testamento, temos no Novo Testamento a regra de que a fé vem ao ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). O problema consiste em irmos além do que está escrito, promovendo inovações da imaginação dos homens, (1 Co 4.6). Nada mais que isso: pura imaginação da mente dos homens.