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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O FILÓSOFO E DEUS - I

A seguir, em ordem histórica, a visão de pensadores ocidentais, da antiguidade grega até o século 20, e a maneira como a ideia de Deus permeou as teorias de cada um deles.

1º - ARISTÓTELES.

Nenhum pensador influenciou mais o pensamento científico do que o grego Aristóteles. Autor de uma obra caudalosa, criador de disciplinas como a lógica, seus conceitos e preconceitos (conceito antecipado), ainda hoje ecoam na filosofia, nas ciências e nas artes. Nasceu em Estagira, Macedônia, em 384 a.C. e morreu na ilha de Eubea, em 322 a. C. Ainda jovem, ingressou na célebre Academia de Platão, em Atenas, lá permanecendo por 19 anos. 

Ao contrário do mestre, que via no mundo material uma cópia grosseira do mundo perfeito das ideias, Aristóteles considerava que os conteúdos intelectuais derivam da observação da natureza propiciada pelos sentidos. Isso, no entanto, não o levou ao ateísmo. Para Aristóteles, os entes naturais (uma pedra, uma árvore) são impermanentes: chegam a ser e deixar de ser. Nesse sentido, não são plenamente seres. 

Já os entes ideais (uma figura geométrica, um número) são insubstanciais: só existem na mente e não fora dela. Nesse sentido, também não são propriamente seres. Só reunindo as duas condições, permanência e substância, o ente poderia, segundo Aristóteles, ser considerado ser; e esse ser pleno, para o filósofo, é Deus. Mas não o Criador, ideia que só viria a se consagrar no pensamento cristão. Deus é essência pura, separado da realidade sensível. É o que Aristóteles chama de Primeiro Motor Imóvel, que move o mundo como causa final, sem ser por ele movido ou tocado.

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